Música · 1964
Roberto Carlos autógrafo – LP É Proibido Fumar 1964
Roberto Carlos
R$ 9.990
Detalhes
Antes de se tornar definitivamente o “Rei”, Roberto Carlos viveu uma fase decisiva de transformação na música brasileira. Em 1964, ainda no início de uma trajetória que atravessaria gerações, surgiu “É Proibido Fumar”, álbum lançado pela CBS e hoje profundamente associado ao período em que o rock, a juventude e uma nova linguagem começavam a ganhar espaço no país. O disco é catalogado pela CBS sob o número 37352 e reúne 12 faixas.
Esta peça reúne justamente esse capítulo da história de Roberto Carlos em uma composição de forte presença: capa do álbum, disco de vinil e uma assinatura de Roberto Carlos aplicada diretamente sobre a contracapa, acompanhada de uma dedicatória escrita à mão. Não se trata apenas de um objeto relacionado ao artista; é uma peça em que o próprio material de época carrega sua assinatura, aproximando a memorabilia de quem construiu aquela história.
“É Proibido Fumar” foi o terceiro álbum de Roberto Carlos, lançado em 1964 pela CBS. Entre suas faixas estão a música que dá nome ao disco, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos, além de “O Calhambeque”, “Um Leão Está Solto nas Ruas”, “Broto do Jacaré”, “Amapola” e outras gravações que ajudam a documentar um período fundamental de sua carreira.
É justamente nesse momento que a peça ganha ainda mais contexto. Roberto Carlos ainda estava construindo a imagem e o repertório que pouco depois o transformariam em uma das figuras centrais da música popular brasileira. Canções como “É Proibido Fumar” e “O Calhambeque” se tornaram algumas das obras mais reconhecidas dessa fase e permanecem ligadas à memória cultural dos primeiros anos de sua carreira.
Na contracapa, a assinatura aparece em tinta azul, acompanhada da expressão “um abraço” e de um pequeno desenho feito à mão. O autógrafo ocupa uma região central da composição e contrasta diretamente com o aspecto envelhecido do papel, criando uma característica visual particularmente interessante: a passagem do tempo permanece visível no objeto, enquanto a assinatura preserva o vínculo pessoal com o artista.
A própria condição da capa, com marcas naturais de idade, tonalidade do papel e sinais de manuseio, contribui para sua estética histórica. Em uma peça como esta, esses elementos fazem parte de sua identidade e ajudam a contar a trajetória de um suporte físico produzido em uma época em que o LP era uma das principais formas de experimentar e preservar música.
A apresentação em moldura reúne a capa aberta e o vinil de maneira que ambos possam ser observados simultaneamente. O selo central do disco mantém a identidade visual da CBS, enquanto a capa exibe a fotografia de um jovem Roberto Carlos em um período muito anterior às décadas de domínio absoluto das paradas e dos especiais televisivos que consolidariam sua imagem no imaginário brasileiro.
Mais de seis décadas depois do lançamento do álbum, reunir um LP de “É Proibido Fumar” com o autógrafo de Roberto Carlos diretamente em sua capa transforma o conjunto em uma peça que ultrapassa a discografia. É um registro material de uma fase decisiva da cultura musical brasileira, apresentado como verdadeira peça de exposição.
Uma memorabilia de forte valor histórico e emocional para coleções dedicadas à música brasileira, discos de época e grandes nomes da cultura nacional, reunindo em um mesmo conjunto o vinil, sua iconografia original e a assinatura de um dos artistas mais importantes da história da música brasileira.
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